Um velho engenheiro aposentado que combate o ócio tentando escrever textos inspirados nos acontecimentos do cotidiano. Autor dos livros “… E A VIDA ACONTECEU! FASE 1” , “INQUIETAÇÕES NOTURNAS, REFLEXÕES NAS MADRUGADAS” e “… E A VIDA ACONTECEU! FASE 2”. Para adquirir qualquer livro, faça contacto através do WhatsApp (85) 9.9998.5816.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Nojo!
Aristóteles sustentava que o verdadeiro objetivo da vida humana não era o trabalho, mas a contemplação. Para o filósofo grego, a plenitude da existência residia na reflexão, no cultivo do pensamento e no exercício elevado da razão. Muitos séculos depois, Bertrand Russell, em seu célebre ensaio Elogio ao Ócio, advertia que o excesso de trabalho embrutece o indivíduo, reduzindo-o a uma rotina mecânica, repetitiva e esvaziada de sentido.
Mais recentemente, o sociólogo italiano Domenico De Masi difundiu o conceito de “ócio criativo”. Ao contrário do que muitos imaginam, a expressão não remete à preguiça ou à inatividade, mas a um estado de liberdade intelectual, produção criativa e menor submissão às imposições rígidas da vida moderna. Trata-se, em essência, da possibilidade de dedicar tempo ao que verdadeiramente importa, com autonomia, prazer e propósito.
Nos dias atuais, o período que mais se aproxima desse ideal, ainda que de forma imperfeita, é para muitos, a aposentadoria. É quando finalmente podemos direcionar nossas energias para aquilo que realmente nos realiza.
Esse é precisamente o meu caso.
Continuo lendo e escrevendo, tanto pelo prazer pessoal quanto para compartilhar reflexões com um pequeno círculo de amigos que me acompanha, e procuro, ainda que com alguma dificuldade, acompanhar as transformações da sociedade, os avanços tecnológicos e as mudanças culturais do nosso tempo. Para isso, recorro principalmente a análises publicadas na internet e, ocasionalmente, a debates e mesas-redondas transmitidos por emissoras abertas ou canais por assinatura.
Recentemente, porém, dois episódios específicos chamaram minha atenção pela intensidade e pela virulência com que grande parte da mídia tradicional, talvez sua maioria, se posicionou.
1. A convocação de Neymar para a Seleção Brasileira
Assisti a diversos programas esportivos dedicados à análise da lista de convocados elaborada pelo técnico Carlo Ancelotti. Confesso que raramente vi tamanho grau de hostilidade direcionado a um atleta que, além de ser o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, é admirado por seus colegas de profissão e idolatrado por parcela expressiva da população, especialmente pelas gerações mais jovens.
Tenho a convicção, e sinceramente espero estar equivocado, de que, caso Neymar não tivesse manifestado publicamente simpatia por determinado espectro político, seria hoje celebrado pelos mesmos comentaristas que atualmente o atacam e desqualificam. A hipocrisia parece evidente.
2. A visita de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos
Neste segundo episódio, grande parte da mídia e de seus analistas políticos apostou, quase de forma unânime, que o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump jamais aconteceria. O argumento predominante era o de que o homem mais poderoso do mundo, líder da maior potência econômica e militar do planeta, não desperdiçaria tempo com um senador brasileiro.
Acrescentavam, ainda, que Trump estaria envolvido em temas muito mais relevantes: delicadas negociações internacionais envolvendo o Irã, discussões estratégicas relacionadas ao Estreito de Hormuz, tratativas sobre urânio enriquecido, além das celebrações do Memorial Day e compromissos familiares ligados ao casamento de seu filho primogênito.
O encontro, entretanto, aconteceu.
E não apenas isso: além da reunião reservada no Salão Oval da Casa Branca, espaço tradicionalmente associado a encontros de alta relevância institucional, Flávio Bolsonaro também foi recebido, no dia seguinte, em reuniões privadas com duas das figuras mais influentes do governo Trump depois do próprio presidente: o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Diante dos fatos, muitos dos mesmos comentaristas que anteriormente previam o fracasso da visita rapidamente alteraram o discurso. Passaram a minimizar os encontros, classificando-os como simples “convescotes” destituídos de importância política.
O cinismo foi tão explícito que inevitavelmente desperta uma reflexão: será que essas pessoas não sentem qualquer constrangimento diante de seus próprios pais, esposas, filhos ou amigos?
Embora distintos em natureza e contexto, os dois episódios possuem um traço comum profundamente revelador: ambos expõem o comportamento enviesado, seletivo e frequentemente rancoroso de parcela significativa da mídia e de determinados formadores de opinião quando os personagens envolvidos pertencem a um campo político que lhes causa antipatia.
Gostaria de concluir esse despretensioso texto de forma educada e em alto estilo:
“Chupa, invejosos! Tenho nojo de vocês!”
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Flávio é o chefe?
Estou definitivamente convencido de que esse Flávio Bolsonaro é o chefe de, pelo menos, os dois maiores escândalos do Lula 3.
No primeiro caso, o desvio de bilhões das aposentadorias dos velhinhos do INSS, teria coordenado uma quadrilha formada pelo “careca do INSS”, pelo Frei Chico, pelo Lulinha e outros coadjuvantes menos votados. Quando a investigação começou a apertar, mandou o Frei Chico desaparecer e o Lulinha tirar umas férias providenciais na Espanha. Infelizmente, não houve tempo de salvar o careca e seu filho, mas talvez tenha ido encontrar o Trump para negociar a libertação deles.
No segundo caso, montou uma verdadeira “força-tarefa” para extorquir aquele jovem e promissor empresário e banqueiro, Daniel Vorcaro. Indicou o escritório do ex-ministro do STF e do governo Lula, Ricardo Lewandowski, por R$250.000,00 por mês para assessorá-lo; arrumou um emprego de um milhão por mês para Guido Mantega, outro ex-ministro de Lula e Dilma; negociou a compra de parte de um resort pertencente a familiares e, dizem, talvez ao próprio ministro Toffoli por alguns milhões e ainda intermediou a contratação do escritório jurídico da doutora Viviane Barci de Moraes e seus filhos pelo valor mensal de aproximadamente 3,6 milhões de reais.
Também se comenta que fez um agrado à nora do líder do governo no Senado, o senador baiano Jaques Wagner, por meio de um empréstimo de R$ 14 milhões.
Não duvido que tenha sido esse mesmo Flávio Bolsonaro quem marcou a reunião fora da agenda no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o ministro Rui Costa e o então diretor, já escolhido futuro presidente do Banco Central, Daniel Galípolo. Nem que tenha sido ele quem ligou várias vezes para Galípolo, pressionando para agilizar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.
Há quem diga, inclusive, que, no dia em que foi preso, o Vorcaro trocou vários telefonemas com o Número 01.
Quem consegue coordenar tantos interesses assim certamente consegue, também, um empréstimo ou um patrocínio para filme. Perto disso, seria mamão com açúcar.
O que me espanta é que os bolsomínios ainda não tenham percebido tudo isso e continuem insistindo em votar nesse Flávio.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Tou de saco cheio!
O mundo tá chato pra caralho mesmo. Saudade daquela escola onde a molecada era cruel, mas honesta, e a vida seguia. A menina magrela virava “Olivia Palito”, o gordinho era “barriga de soro azedo”, o louro “diarreia”, o ruivo “fogo”, o baixinho “tamborete de forró”, e quem chorava virava alvo até aprender a revidar ou ignorar. Isso construía casca. Hoje, um apelido vira “bullying”, “violência simbólica” e reunião com psicólogo. A mesma cultura que acha que criança de 8 anos já tem que escolher pronome acha que chamar gordo de gordo é trauma pra vida toda. É ridículo.
Não pode falar a verdade inconveniente. “Gordola”, “gordo”, “obeso” viraram palavras proibidas. Tem que ser “pessoa em corpo maior”, “gordx”, “corpo positivo”. Enquanto isso, a obesidade explode, o diabetes tipo 2 em jovens também, e o sistema de saúde geme. Body positivity começou como “aceita teu corpo” e virou “celebra morbidade, nega a biologia e processa quem fala a verdade”.
Contradição braba: a mesma galera que grita “saúde mental” incentiva hábitos que destroem saúde física e mental. Aceitar a realidade (excesso de gordura faz mal) não é ódio, é o mínimo de respeito. Mentir pra alguém é desprezo disfarçado de bondade.
Homem biológico (com pênis, força superior, densidade óssea diferente) se veste de mulher, entra no banheiro feminino e mija na frente de meninas e adolescentes. Ou no vestiário. Ou na prisão feminina. Ou compete em natação, boxe, ciclismo, halterofilismo feminino.
Isso não é “inclusão”. É apagamento das mulheres. O esporte feminino existe exatamente porque existem diferenças sexuais médias gigantescas (força, velocidade, resistência, alcance, etc.). Negar isso não é progressismo, é vandalismo contra o bom senso e contra as conquistas do feminismo real. Mulheres estão perdendo medalhas, bolsas, oportunidades e, pior, segurança e privacidade. Casos documentados de homens trans expondo pênis em vestiários de escola, de estupros em prisões femininas e de recordes femininos sendo destruídos viraram rotina.
A contradição é grotesca: o movimento que gritava “meu corpo, minhas regras” e “acredite nas mulheres” agora diz que mulher é “quem se identifica como mulher” e que mulher que reclama é “fascista”. Martina Navratilova, Riley Gaines e biologistas são atacados por dizerem o óbvio: sexo é binário na nossa espécie (quase 100% dos casos). Sentimento subjetivo não muda cromossomos, gametas nem estrutura corporal.
Saudade de quando piada era piada. Hoje, humorista é cancelado por piada politicamente incorreta. Stand-up virou terapia grupal. O mundo era mais leve quando ríamos de tudo, inclusive de nós mesmos.
Não pode dizer que uns correm mais, outros tiram nota melhor ou que alguns grupos têm médias diferentes em certas coisas. Tem que forçar resultado igual (DEI, cotas radicais). Resultado: pilotos de avião, cirurgiões e engenheiros selecionados por checklist identitário em vez de competência. A ponte cai do mesmo jeito.
Universidade e big tech enchem a boca de “diversidade”. Mas se você questiona imigração descontrolada, diferenças biológicas ou os efeitos colaterais dos bloqueadores de puberdade em menores (Suécia, Finlândia, Inglaterra recuaram depois de ver os dados), você é expulso. Diversidade de pele, sim. De pensamento, não.
Geração frágil. A mesma que quer “desconstruir gênero” desde o berçário protege criança de apelido. Resultado: recorde de ansiedade, depressão e jovens que acham que discordância é violência.
Marca adota bandeira trans ou “gordofobia zero”, perde faturamento bilionário (Bud Light, Disney, etc.) e finge surpresa.
O que tá acontecendo é simples: uma ideologia que coloca sentimento acima da realidade material, e que trata discordância como pecado. Transformou o mundo numa creche gigante onde ninguém pode ser chamado pelo que é, ninguém pode perder, ninguém pode ser zoado e, principalmente, ninguém pode rir livremente.
A vida fica chata quando proíbem a honestidade bruta. Saudade daquela escola onde o mundo era duro, mas verdadeiro, e a gente aprendia a lidar com ele. O pêndulo está voltando, cada vez mais gente está cansada dessa palhaçada. Realidade não é opcional. Homem não vira mulher. Gordo continua gordo. E apelido maldoso às vezes era só brincadeira de criança.
Vamos voltar a chamar as coisas pelo nome. O resto é teatro ou "dissonância cognitiva". Arre égua!
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Os Limpinhos
Texto de SILVIA GABAS, publicado em 20/MAIO/2026, no Facebook
Há quem pense que habita a Suíça.
Moraes sabia o que estava fazendo quando tirou Bolsonaro do jogo, e isso fica a cada dia mais claro.
Não há liderança política na seara conservadora como esse que agora está calado, impedido de mobilizar a massa, goste-se ou não da sua figura um tanto tosca que incomoda os refinados da elite econômica e intelectual brasileira, mais preocupada com suas vidas ganhas e na sombra, do que propriamente em retirar o país das mãos de um partido que há mais de vinte anos mantém o Brasil em completo atraso, fora do combate por posições econômicas e sociais que o país merece alcançar por sua estatura geográfica e econômica em âmbito mundial.
Afinal, lucram, e muito, com tudo isso.
Com Bolsonaro preso, a incipiente Direita conservadora derrete a olhos vistos, com muitos daqueles que hoje têm sua próspera carinha mostrada em redes sociais em busa de mais e mais likes, agora abandonando o barco, em briguinhas de egos risíveis, e afirmando sem o menor constrangimento de que nunca viram o homem, que com ele não possuem compromisso algum, que fazer o que se agora se foi preso, mas a fila anda e que se rei morto, rei posto, e viva o novo rei!
Já se esqueceram também da farsa do 8 de Janeiro, dos inocentes encarcerados, da traição dos militares, do horror daqueles dias que aguardam pela necessária reparação histórica que o tempo há de trazer.
Assim funcionam os oportunistas, que não se reconhecem como tal, por conta de caráter dúbio, já que lealdade a um princípio é coisa rara entre os homens.
Não há a menor possibilidade que eu possa continuar a respeitar qualquer um deles.
Não se abandona ninguém sangrando em campo de batalha, sob a justificativa que for, ainda mais se algum lucro obteve na companhia daquele que hoje agoniza.
Mas assim são os homens:
desprezíveis, pequenos, verdadeiras larvas que falam.
Dito isso, vamos ao que interessa.
Flávio, filho do homem, colocado em seu lugar para a disputa da presidência da República, é, de certo modo, a substituição do pai preso injustamente e impedido de competir ele mesmo na campanha que já se inicia , e que já mostra a que veio, violenta e cruel na destruição de tudo aquilo que significar a mínima chance dessa Direita que sofreu nas mãos da mídia e de Moraes retornar ao poder.
Flávio está no momento sob ataque implacável pela descoberta que ele também manteve relações com Vorcaro, o banqueiro que comprou toda a República.
Mas, se Flávio intermediou negociação com Vorcaro para a obtenção de verba para o filme "Dark Horse", que conta a história do pai, ainda que no momento em que isso aconteceu não era candidato a nada e o dinheiro da transação era privado, deve agora as explicações necessárias que provem que o dinheiro da transação comercial foi destinado à produção do filme e não ao seu próprio bolso.
Esperamos que isso seja provado a contento, com a prestação de contas apresentada em momento oportuno.
Agora vejam:
Toffoli, um togado da Suprema Corte, Moraes, igualmente togado, Lula da Silva, presidente da República, estão igualmente envolvidos na trama, até hoje não deram maiores explicações a respeito dos seus envolvimentos no caso Master e continuam em seus cargos como se não houvesse o amanhã.
Para eles o sol brilha.
No entanto, Lula, no cargo de Presidente da República, recebeu Vorcaro por quatro vezes no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial, na surdina, no escurinho do cinema, para conversas nada republicanas que envolviam sugestões para que o banqueiro não vendesse o Banco Master para o BTG Pactual, e tudo isso na presença de Galípolo, o presidente do Banco Central, o que mostra interferência do Poder Executivo no Banco Central, o que é algo proibido por conta da autonomia do Banco Central que estabelece limites claros para o Poder Executivo.
Seu filho Lulinha está envolvido até o pescoço no assalto aos cofres do INSS e ainda nesta semana o delegado da PF responsável pelo caso foi trocado por outro mais palatável aos olhos do pai.
A Mídia o está massacrando, bem como aos outros mencionados?
Sabemos que não.
O objetivo maior é a destruição da candidatura de Flávio, o único, até o presente momento, capaz de retirar Lula do poder.
Flávio errou, sem dúvida, ao não se antecipar ao noticiário e esclarecer seu relacionamento com Vorcaro e já paga caro por esse erro.
Estranhamente, enquanto a esquerda não solta a mão de Lula em hipótese alguma, faça o que ele faça ou diga, condenado ou não por corrupção, falastrão e megalomaníaco como é, e mantém firme seu apoio àquele a quem seguramente têm críticas, mas reconhece que é o nome em torno do qual todas as correntes de esquerda se unem e os mantém no poder, a frágil e tola Direita, não só larga a mão do seu candidato, como o entrega às hienas com uma facilidade tal, que a vontade é também largar todos falando sozinhos, deixar esse país nas mãos de quem merece ficar, dizer, vocês fiquem aí, idiotas de resiliência zero, nesse lugar abjeto merecido por aqueles que são ridicularizados e tratados como cidadãos de segundo classe por não terem tido a capacidade e inteligência necessárias de defender os seus, ainda que imperfeitos, ainda que não possuam todas as virtudes desejadas para um homem público.
Hoje, na primeira pesquisa realizada após o "escândalo" envolvendo o candidato da Direita, Flávio perde 7 pontos e Lula agora respira aliviado, à frente, uma vez mais, rumo ao quarto mandato.
Estão satisfeitos, imbecis?
Há quem pense que habita a Suíça.
Moraes sabia o que estava fazendo quando tirou Bolsonaro do jogo, e isso fica a cada dia mais claro.
Não há liderança política na seara conservadora como esse que agora está calado, impedido de mobilizar a massa, goste-se ou não da sua figura um tanto tosca que incomoda os refinados da elite econômica e intelectual brasileira, mais preocupada com suas vidas ganhas e na sombra, do que propriamente em retirar o país das mãos de um partido que há mais de vinte anos mantém o Brasil em completo atraso, fora do combate por posições econômicas e sociais que o país merece alcançar por sua estatura geográfica e econômica em âmbito mundial.
Afinal, lucram, e muito, com tudo isso.
Com Bolsonaro preso, a incipiente Direita conservadora derrete a olhos vistos, com muitos daqueles que hoje têm sua próspera carinha mostrada em redes sociais em busa de mais e mais likes, agora abandonando o barco, em briguinhas de egos risíveis, e afirmando sem o menor constrangimento de que nunca viram o homem, que com ele não possuem compromisso algum, que fazer o que se agora se foi preso, mas a fila anda e que se rei morto, rei posto, e viva o novo rei!
Já se esqueceram também da farsa do 8 de Janeiro, dos inocentes encarcerados, da traição dos militares, do horror daqueles dias que aguardam pela necessária reparação histórica que o tempo há de trazer.
Assim funcionam os oportunistas, que não se reconhecem como tal, por conta de caráter dúbio, já que lealdade a um princípio é coisa rara entre os homens.
Não há a menor possibilidade que eu possa continuar a respeitar qualquer um deles.
Não se abandona ninguém sangrando em campo de batalha, sob a justificativa que for, ainda mais se algum lucro obteve na companhia daquele que hoje agoniza.
Mas assim são os homens:
desprezíveis, pequenos, verdadeiras larvas que falam.
Dito isso, vamos ao que interessa.
Flávio, filho do homem, colocado em seu lugar para a disputa da presidência da República, é, de certo modo, a substituição do pai preso injustamente e impedido de competir ele mesmo na campanha que já se inicia , e que já mostra a que veio, violenta e cruel na destruição de tudo aquilo que significar a mínima chance dessa Direita que sofreu nas mãos da mídia e de Moraes retornar ao poder.
Flávio está no momento sob ataque implacável pela descoberta que ele também manteve relações com Vorcaro, o banqueiro que comprou toda a República.
Mas, se Flávio intermediou negociação com Vorcaro para a obtenção de verba para o filme "Dark Horse", que conta a história do pai, ainda que no momento em que isso aconteceu não era candidato a nada e o dinheiro da transação era privado, deve agora as explicações necessárias que provem que o dinheiro da transação comercial foi destinado à produção do filme e não ao seu próprio bolso.
Esperamos que isso seja provado a contento, com a prestação de contas apresentada em momento oportuno.
Agora vejam:
Toffoli, um togado da Suprema Corte, Moraes, igualmente togado, Lula da Silva, presidente da República, estão igualmente envolvidos na trama, até hoje não deram maiores explicações a respeito dos seus envolvimentos no caso Master e continuam em seus cargos como se não houvesse o amanhã.
Para eles o sol brilha.
No entanto, Lula, no cargo de Presidente da República, recebeu Vorcaro por quatro vezes no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial, na surdina, no escurinho do cinema, para conversas nada republicanas que envolviam sugestões para que o banqueiro não vendesse o Banco Master para o BTG Pactual, e tudo isso na presença de Galípolo, o presidente do Banco Central, o que mostra interferência do Poder Executivo no Banco Central, o que é algo proibido por conta da autonomia do Banco Central que estabelece limites claros para o Poder Executivo.
Seu filho Lulinha está envolvido até o pescoço no assalto aos cofres do INSS e ainda nesta semana o delegado da PF responsável pelo caso foi trocado por outro mais palatável aos olhos do pai.
A Mídia o está massacrando, bem como aos outros mencionados?
Sabemos que não.
O objetivo maior é a destruição da candidatura de Flávio, o único, até o presente momento, capaz de retirar Lula do poder.
Flávio errou, sem dúvida, ao não se antecipar ao noticiário e esclarecer seu relacionamento com Vorcaro e já paga caro por esse erro.
Estranhamente, enquanto a esquerda não solta a mão de Lula em hipótese alguma, faça o que ele faça ou diga, condenado ou não por corrupção, falastrão e megalomaníaco como é, e mantém firme seu apoio àquele a quem seguramente têm críticas, mas reconhece que é o nome em torno do qual todas as correntes de esquerda se unem e os mantém no poder, a frágil e tola Direita, não só larga a mão do seu candidato, como o entrega às hienas com uma facilidade tal, que a vontade é também largar todos falando sozinhos, deixar esse país nas mãos de quem merece ficar, dizer, vocês fiquem aí, idiotas de resiliência zero, nesse lugar abjeto merecido por aqueles que são ridicularizados e tratados como cidadãos de segundo classe por não terem tido a capacidade e inteligência necessárias de defender os seus, ainda que imperfeitos, ainda que não possuam todas as virtudes desejadas para um homem público.
Hoje, na primeira pesquisa realizada após o "escândalo" envolvendo o candidato da Direita, Flávio perde 7 pontos e Lula agora respira aliviado, à frente, uma vez mais, rumo ao quarto mandato.
Estão satisfeitos, imbecis?
domingo, 10 de maio de 2026
"... quem roubou não roube mais."
O recente encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na Casa Branca, gerou versões completamente diferentes na imprensa. A reunião, oficialmente classificada como “visita de trabalho”, não teve cobertura aberta durante o encontro principal, algo incomum em eventos desse porte.
Enquanto parte da imprensa brasileira tratou o encontro como diplomático e produtivo, veículos americanos relataram bastidores tensos e desfavoráveis ao presidente brasileiro. A ausência de uma coletiva conjunta na Casa Branca aumentou ainda mais as especulações sobre o real clima da reunião.
O episódio ganhou contornos curiosos após declarações recentes de Lula. Em discurso no Instituto Butantan, afirmou que, se Trump conhecesse “a sanguinidade de Lampião de um presidente”, não estaria provocando o Brasil. A fala somou-se a outras referências simbólicas envolvendo figuras históricas nordestinas, como Padre Cícero.
Após o encontro, Lula recebeu jornalistas na Embaixada do Brasil em Washington. Foi ali que declarou: “Quem escapar até a semana que vem, tudo bem. Mas quem não escapar, não vai escapar mais.” A frase lembrou a histórica advertência atribuída a Padre Cícero aos homens de Lampião, em 1926: “Quem matou não mate mais; quem roubou não roube mais.”
A declaração veio acompanhada do anúncio de um futuro plano nacional de combate ao crime organizado. E é justamente aí que surge o questionamento: em operações contra facções e organizações criminosas, o fator surpresa costuma ser essencial. Ao anunciar publicamente ações “para a próxima semana”, abre-se espaço para dúvidas sobre os efeitos práticos dessa antecipação. Críticos argumentam que criminosos altamente organizados podem aproveitar o aviso para fuga, reorganização ou ocultação de patrimônio.
O conselho de Padre Cicero nunca esteve tão atual quanto agora!
domingo, 3 de maio de 2026
"The Lame Duck"
Um governante (ou político) que está no fim do mandato, já sem poder real, geralmente porque vai deixar o cargo em breve (por término do mandato, derrota eleitoral ou aposentadoria), e por isso perde influência. A tradução literal é "pato manco".
O período final do segundo mandato de George W. Bush, especialmente entre 2007 e 2008, é frequentemente citado como um exemplo clássico de “lame duck” na política americana, isto é, um presidente ainda no cargo, mas com capacidade reduzida de liderança e influência. Esse enfraquecimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: queda acentuada de popularidade, perda de apoio político e um ambiente institucional adverso. Àquela altura, a aprovação de Bush havia despencado para níveis historicamente baixos, refletindo o desgaste acumulado ao longo de seu governo.
Um dos principais elementos desse desgaste foi a Guerra do Iraque. O prolongamento do conflito, aliado à ausência das armas de destruição em massa que haviam sido usadas como justificativa inicial, gerou forte oposição tanto interna quanto internacional. Em 2007, o aumento de tropas buscou reverter a situação no campo militar, mas aprofundou divisões políticas em Washington. O custo humano e financeiro da guerra contribuiu significativamente para a erosão da confiança pública no governo.
Paralelamente, o cenário doméstico tornou-se ainda mais desafiador após as eleições legislativas de 2006, quando o Partido Democrata assumiu o controle do Congresso. Com isso, a agenda do Executivo passou a enfrentar bloqueios constantes, investigações mais intensas e negociações difíceis. Essa mudança institucional limitou a capacidade de Bush de avançar com suas prioridades políticas e reforçou a percepção de um governo em fim de ciclo, com poder de articulação cada vez mais restrito.
Como se não bastasse, a crise financeira de 2008 marcou de forma decisiva o encerramento de seu mandato. O colapso de instituições como o Lehman Brothers e o risco sistêmico global exigiram medidas emergenciais, como a aprovação do pacote de resgate financeiro. Embora necessário para estabilizar o sistema, o programa foi amplamente criticado pela opinião pública, que o viu como um socorro aos bancos em detrimento da população. Nesse contexto, com crises simultâneas e o foco político já voltado para a eleição de 2008, Bush encerrou seu governo com influência limitada, um retrato claro da condição de “lame duck”.
Enfim, o "pato manco" é um político em fim de mandato, sem possibilidade de reeleição ou já derrotado, com menor influência sobre Congresso, aliados e agenda. Essa expressão é comumente usada na política americana. Não creio que no Brasil tenhamos nenhum exemplo de governante "lame duck".
O período final do segundo mandato de George W. Bush, especialmente entre 2007 e 2008, é frequentemente citado como um exemplo clássico de “lame duck” na política americana, isto é, um presidente ainda no cargo, mas com capacidade reduzida de liderança e influência. Esse enfraquecimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: queda acentuada de popularidade, perda de apoio político e um ambiente institucional adverso. Àquela altura, a aprovação de Bush havia despencado para níveis historicamente baixos, refletindo o desgaste acumulado ao longo de seu governo.
Um dos principais elementos desse desgaste foi a Guerra do Iraque. O prolongamento do conflito, aliado à ausência das armas de destruição em massa que haviam sido usadas como justificativa inicial, gerou forte oposição tanto interna quanto internacional. Em 2007, o aumento de tropas buscou reverter a situação no campo militar, mas aprofundou divisões políticas em Washington. O custo humano e financeiro da guerra contribuiu significativamente para a erosão da confiança pública no governo.
Paralelamente, o cenário doméstico tornou-se ainda mais desafiador após as eleições legislativas de 2006, quando o Partido Democrata assumiu o controle do Congresso. Com isso, a agenda do Executivo passou a enfrentar bloqueios constantes, investigações mais intensas e negociações difíceis. Essa mudança institucional limitou a capacidade de Bush de avançar com suas prioridades políticas e reforçou a percepção de um governo em fim de ciclo, com poder de articulação cada vez mais restrito.
Como se não bastasse, a crise financeira de 2008 marcou de forma decisiva o encerramento de seu mandato. O colapso de instituições como o Lehman Brothers e o risco sistêmico global exigiram medidas emergenciais, como a aprovação do pacote de resgate financeiro. Embora necessário para estabilizar o sistema, o programa foi amplamente criticado pela opinião pública, que o viu como um socorro aos bancos em detrimento da população. Nesse contexto, com crises simultâneas e o foco político já voltado para a eleição de 2008, Bush encerrou seu governo com influência limitada, um retrato claro da condição de “lame duck”.
Enfim, o "pato manco" é um político em fim de mandato, sem possibilidade de reeleição ou já derrotado, com menor influência sobre Congresso, aliados e agenda. Essa expressão é comumente usada na política americana. Não creio que no Brasil tenhamos nenhum exemplo de governante "lame duck".
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