domingo, 10 de maio de 2026

"... quem roubou não roube mais."


O recente encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na Casa Branca, gerou versões completamente diferentes na imprensa. A reunião, oficialmente classificada como “visita de trabalho”, não teve cobertura aberta durante o encontro principal, algo incomum em eventos desse porte.

Enquanto parte da imprensa brasileira tratou o encontro como diplomático e produtivo, veículos americanos relataram bastidores tensos e desfavoráveis ao presidente brasileiro. A ausência de uma coletiva conjunta na Casa Branca aumentou ainda mais as especulações sobre o real clima da reunião.

O episódio ganhou contornos curiosos após declarações recentes de Lula. Em discurso no Instituto Butantan, afirmou que, se Trump conhecesse “a sanguinidade de Lampião de um presidente”, não estaria provocando o Brasil. A fala somou-se a outras referências simbólicas envolvendo figuras históricas nordestinas, como Padre Cícero.

Após o encontro, Lula recebeu jornalistas na Embaixada do Brasil em Washington. Foi ali que declarou: “Quem escapar até a semana que vem, tudo bem. Mas quem não escapar, não vai escapar mais.” A frase lembrou a histórica advertência atribuída a Padre Cícero aos homens de Lampião, em 1926: “Quem matou não mate mais; quem roubou não roube mais.”

A declaração veio acompanhada do anúncio de um futuro plano nacional de combate ao crime organizado. E é justamente aí que surge o questionamento: em operações contra facções e organizações criminosas, o fator surpresa costuma ser essencial. Ao anunciar publicamente ações “para a próxima semana”, abre-se espaço para dúvidas sobre os efeitos práticos dessa antecipação. Críticos argumentam que criminosos altamente organizados podem aproveitar o aviso para fuga, reorganização ou ocultação de patrimônio.

O conselho de Padre Cicero nunca esteve tão atual quanto agora!

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