sábado, 21 de março de 2026

O escândalo de Bolsonaro (Ah ah ah)


Brasília, 20 de março de 2026 – A Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. Vorcaro é investigado por supostamente comandar o que a PF considera a maior fraude da história do sistema financeiro brasileiro.

De acordo com a PF, o esquema envolve emissão e venda de títulos de crédito falsos (CDBs com rendimentos irreais de até 40% acima da Selic), corrupção, lavagem de dinheiro e influência indevida sobre servidores do Banco Central. A operação apura ainda a existência de uma suposta “milícia privada” montada pelo banqueiro para intimidar opositores.

Principais acusações da PF

- Ameaças e intimidação: Vorcaro é acusado de ameaçar e intimidar jornalistas, ex-funcionários, concorrentes e testemunhas. A investigação aponta que ele teria criado um grupo chamado “A Turma”, responsável por monitoramento ilegal, obtenção de informações sigilosas e coação, inclusive com o uso de hackers e vigilância clandestina. Há indícios de tentativas de acesso a documentos sigilosos do Ministério Público Federal.
- Ocultação de patrimônio: A PF encontrou evidências de que Vorcaro transferiu mais de R$ 2,2 bilhões para contas de familiares (incluindo o pai) com o objetivo de esconder bens.
- Continuação do esquema criminoso: Mesmo após as fases anteriores da operação, o banqueiro teria mantido o esquema bilionário de fraudes. O ministro Mendonça justificou a prisão preventiva citando “risco concreto de destruição de provas” e de continuidade da organização criminosa.

Rede de influência investigada

A operação também apura uma ampla rede de contatos e contratos celebrados por Vorcaro com figuras ligadas ao poder público. Entre os pontos destacados nas investigações estão:

- Contrato de R$ 129 milhões (distribuídos em 36 meses, ou cerca de R$ 3,58 milhões mensais) com o escritório Barci e Barci Sociedade de Advogados, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro Alexandre de Moraes) e seus filhos.
- Aquisição parcial do Resort Tayayá, pertencente aos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli, por cerca de R$ 35 milhões.
- Contratação do ex-ministro Guido Mantega(ex-Petrobras e Fazenda nos governos Lula e Dilma) como assessor, com remuneração de R$ 1 milhão por mês.
- Contratação do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski como assessor por R$ 5 milhões (R$ 250 mil mensais). Após a nomeação de Lewandowski para o Ministério da Justiça no terceiro governo Lula, a gestão do contrato teria sido transferida para seu filho.
- Contrato de R$ 11 milhões com a empresa BK Financeira (antiga “Vamos Florir Comércio de Flores Ltda.”), de propriedade de Bonnie de Bonilha, nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa atuaria na prospecção exclusiva de operações de crédito consignado.
- Empréstimo de R$ 22 milhões para empresa de cunhada do Deputado Hugo Mota (Presidente da Camara) para suposta implantação de um novo bairro na cidade de João Pessoa.

Além disso, a investigação menciona reunião de Vorcaro com o presidente Lula no Palácio do Planalto (em pelo menos uma ocasião sem registro na agenda oficial) e autorizações do governo para demissões de gerentes na Caixa Econômica Federal por tentarem obstruir a compra de títulos podres do Banco Master.

Vorcaro já havia sido preso anteriormente na primeira fase da operação, em novembro de 2025, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos.

A defesa do banqueiro está tentando viabilizar uma delação premiada, para diminuir a eventual pena do Sr. Vorcaro.

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